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Cores dos Chakras e seus significados
Estilo de vida

Cores dos Chakras e seus significados

Explore as 7 cores dos chakras, do vermelho ao violeta, e o que cada uma simboliza energeticamente. Aprenda a usar as cores intencionalmente na vida diária e na meditação.

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Fortuna Matata
6 leitura mínima

A cor é uma das formas mais imediatas de experienciarmos a energia. Antes de nomearmos um sentimento ou analisarmos uma situação, a cor já está registada. O sistema de chakras funciona com esta franqueza, atribuindo uma cor específica a cada um dos sete centros de energia como forma de codificar a qualidade essencial desse centro em algo instantaneamente perceptível.

Estas associações não são arbitrárias. Seguem o espectro visível da luz, desde o comprimento de onda mais longo (vermelho) na base do corpo até ao mais curto (violeta) na coroa, fazendo de todo o sistema uma espécie de arco-íris mapeado para a experiência humana.

Vermelho: Chakra Raiz (Muladhara)

O vermelho é a cor do sangue, da terra e do fogo. No sistema de chakras, pertence ao centro raiz na base da coluna vertebral, que rege a sobrevivência, a segurança e a sensação mais fundamental de estar vivo e presente no seu corpo. É uma cor base, não agressiva, embora carregue uma intensidade inegável.

Quando se pretende trabalhar com a energia da raiz, usar vermelho, adicioná-lo ao ambiente de pequenas formas ou meditar num rico carmesim na base da coluna vertebral pode reforçar uma sensação de estabilidade e presença. Os alimentos vermelhos, como a beterraba, o tomate e a romã, também estão associados à energia das raízes em algumas tradições.

Laranja: Chakra Sacro (Svadhisthana)

O laranja carrega o calor do vermelho mas com mais fluidez e leveza. Pertence ao chakra sacro, logo abaixo do umbigo, centro da criatividade, do prazer e do movimento emocional. O laranja é um convite para se soltar, para dar espaço à alegria e à sensação sem as analisar de imediato.

Se se tem sentido paralisado criativamente ou emocionalmente vazio, introduzir mais laranja no seu espaço, através de tecidos, flores, velas ou objetos, pode ser um empurrãozinho em direção à abertura. Na meditação, visualizar um brilho laranja quente no centro sacro pode ajudar a suavizar a rigidez nesta zona.

Amarelo: Chakra do Plexo Solar (Manipura)

O amarelo é a cor da luz solar e, por extensão, da claridade, confiança e poder pessoal. Pertence ao chakra do plexo solar, entre o umbigo e o peito, sede da vontade e da autoestima. O amarelo é energizante e expansivo; move-se para fora em vez de se contrair para dentro.

Quando a dúvida ou a indecisão estão presentes, o amarelo pode servir como estímulo visual para a franqueza e a coragem. Amarelo brilhante na sua roupa ou local de trabalho num dia em que precisa de se manifestar ou tomar uma decisão não é algo trivial. Mantém a qualidade que está a cultivar na sua consciência periférica.

Verde: Chacra Cardíaco (Anahata)

O verde é a cor dos seres vivos, do crescimento e da renovação. No chakra cardíaco, representa o amor, a compaixão e a capacidade de conexão. O coração está no centro dos sete chakras, unindo o físico e o espiritual, e o verde reflete esta qualidade equilibrada e mediadora.

Passar tempo em ambientes verdes, parques, florestas, jardins, é uma das formas mais simples de apoiar a energia do coração. Na meditação, uma luz verde suave no centro do peito, expandindo-se a cada inspiração, é uma prática clássica para trabalhar com tristeza, ressentimento ou encerramento emocional.

O rosa é por vezes utilizado juntamente com o verde para o chakra cardíaco, especialmente no trabalho em torno do amor-próprio e da ternura, em vez da compaixão exterior. Os dois são entendidos como complementares e não concorrentes.

Azul: Chakra da Garganta (Vishuddha)

O azul é a cor do céu e do mar aberto e transporta uma qualidade de calma, clareza e espaço. Pertence ao chakra laríngeo, o centro da comunicação, expressão e discurso da verdade. O azul abranda as coisas apenas o suficiente para permitir a honestidade em vez da reatividade.

Se tem tendência a ter dificuldade em expressar-se, seja por medo, hábito ou por uma sensação de que as suas palavras não importam, usar azul perto da zona da garganta ou visualizá-lo aí durante a meditação pode criar uma sensação de permissão e facilidade. É uma cor que apoia o discurso pensativo, em vez da comunicação impulsiva ou reprimida.

Índigo: Chakra do Terceiro Olho (Ajna)O índigo é de um azul-violeta profundo e rico, a cor do céu noturno pouco antes de escurecer completamente. Pertence ao chakra do terceiro olho, entre as sobrancelhas, o centro da intuição, do conhecimento interior e da percepção para além do puramente literal. O Indigo é introspetivo e tranquilo; ele aponta para dentro.

Esta cor está associada à capacidade de ver padrões, de sentir o que está para vir e de confiar nas camadas mais subtis da sua própria perceção. Meditar no índigo no terceiro olho é uma prática tradicional para aprofundar a consciência intuitiva. O leitor de cores aura funciona com princípios semelhantes de perceção da cor e leitura energética.

Violeta e Branco: Chakra Coronário (Sahasrara)

No topo da cabeça, o chakra coronário é representado pela cor violeta ou branca, por vezes ambas. A violeta é o ponto mais refinado do espectro visível, associado à consciência espiritual, à transcendência e a um sentido de ligação a algo maior do que a identidade individual. O branco (ou claro) transporta a qualidade da consciência pura, a base da qual surge toda a experiência.

Estas não são cores de desconexão do mundo; são cores de amplitude. Estão associados a um tipo de clareza que advém da capacidade de reter a sua experiência sem ser definido por ela.

Usar as cores como prática diária

Não precisa de um ritual elaborado para trabalhar com as cores dos chakras. Observe por quais deles se sente atraído e quais evita. Considere qual a qualidade que cada cor representa e se essa qualidade é algo que está a cultivar ou a resistir agora.

Para uma visão mais aprofundada das pedras que correspondem a estes mesmos centros, guia de pedras de chakra oferece uma perspetiva complementar sobre como trabalhar com o sistema de chakras através de objetos físicos tangíveis.

A cor envolve-o constantemente. Trabalhar com isto intencionalmente é simplesmente uma questão de prestar mais atenção ao que já existe.

Perguntas frequentes

Porque é que cada chakra tem uma cor específica?

No sistema de chakras, a cor é entendida como uma forma de energia vibracional. Cada um dos sete centros ressoa com uma frequência específica, e as cores do espectro visível, do vermelho ao violeta, mapeiam estas frequências da mais densa (raiz) para a mais refinada (coroa). A associação é antiga e simbólica, e não científica.

Usar certas cores pode realmente afetar a energia do meu chakra?

Dentro deste quadro, sim, embora “afectar” seja uma palavra subtil. Usar uma cor associada a um chakra que se deseja apoiar é entendido como uma forma de definir uma intenção e manter essa energia na sua consciência ao longo do dia. Quer o efeito seja energético ou principalmente de atenção, muitas pessoas consideram esta uma prática significativa.

E se me sentir naturalmente atraído por cores que parecem não ter qualquer relação com os meus desafios atuais?

Vale a pena notar isso em vez de corrigir. Por vezes, a atração por uma cor reflete uma necessidade da qual ainda não está totalmente consciente. O sistema funciona melhor como uma ferramenta para a curiosidade do que como uma receita a ser seguida rigidamente.

Posso utilizar várias cores de chakra numa meditação?

Sim. Alguns praticantes visualizam o movimento através de todas as sete cores em sequência, começando do vermelho na raiz e subindo até ao violeta ou branco na coroa. Esta pode ser uma forma útil de fazer uma verificação completa do sistema, observando quais as cores que parecem vivas e quais as que parecem escuras ou difíceis de manter na mente.

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